Presidente da FERJ sobre audiência do Carioca sem o Fla: “Dos 3, tem 1 que é muito fraquinho”

O presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), Rubens Lopes, foi o convidado do Fora do Jogo Podcast nesta terça-feira (10) e falou sobre o fim do contrato da TV Globo com o Campeonato em Carioca, em 2020. O caso aconteceu após a emissora não aceitar uma transmissão via Youtube com imagens de Flamengo x Boavista.

Apesar de não ter contrato com o time rubro-negro, a emissora possuía vínculo com o Boavista em acordo acertado em data onde a lei previa que as emissoras de TV precisavam ter a anuência dos dois clubes em campo. Entretanto, uma medida provisória (MP) assinada pelo presidente Jair Bolsonaro permitiu que os mandantes pudessem negociar os jogos temporariamente.

“Com a lei do mandante, o Flamengo não tinha contrato com a televisão [Globo]. O contrato com o Flamengo acabou antes de todos os demais acabar. Houve um período que todos os quatro grandes [clubes] tinham contrato com a televisão. A partir de um determinado momento, o contrato do Flamengo acabou e os demais continuariam até 2024, 2025, alguma coisa assim. A televisão não tinha direito de passar nenhum jogo do Flamengo. Qualquer jogo que ele [Flamengo] fizesse, seja como mandante ou visitante, não tinha esse direito, porque o Flamengo não tinha contrato e para você exibir a imagem, é um direito de cada um, tinha que ter a uma anuência dos dois. Flamengo não tinha contrato, não passa. Então, a televisão não tinha direito nenhum sobre o jogo do Flamengo. Então essa história contada, é fantasiosa. Com a lei do mandante, a televisão passou a ter metade dos jogos do Flamengo”, disse o dirigente.

Entretanto, em 2020, diferente do que foi dito por Lopes, não havia legislação sobre o caso e, sim, uma MP feita pelo executivo federal com validade 90 dias, derrubada após não transitar pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, na ocasião. O caso só foi apreciado um ano depois e aprovado pelas duas casas.

“A televisão que não tinha nada, passou a ter a possibilidade de 50%, a metade dos jogos. Esse argumento de que foi porque o Boavista e Flamengo… Você acredita em mula sem cabeça? Saci Pererê? Não pode acreditar nisso, porque não aconteceu…”, ironizou Rubens Lopes, sobre a Globo ter preferido manter seus contratos com os clubes de acordo com a lei vigente da assinatura do vínculo, quando não existia MP ou lei sobre mandantes de jogos.

CLUBE GRANDE “FRAQUINHO”

Na opinião do cartola, sem o Flamengo, a Globo se desinteressou pelo Campeonato Carioca por conta de audiência. Rubens Lopes chegou a dizer que dentre os outros três clubes grandes do Rio “tem um que é muito fraquinho” em relação à audiência do conteúdo de futebol.

Acabou o contrato, Flamengo e a emissora [Globo] não chegaram a um acordo, o tempo foi passando… e todo mundo entender que o Flamengo fosse ceder. O Flamengo chegou a uma escalada de conquistas: ganhou o campeonato estadual, ganhou o Campeonato Brasileiro, ganhou a Libertadores. A negociação foi ficando cada vez mais difícil… Então, em determinado momento, já não é uma conclusão minha, a audiência do conteúdo de futebol, do estadual hoje, o Flamengo tem 63%. O maior gerador de conteúdo, eu não tenho. Sobraram os três grandes. Dos três, tem um que é muito fraquinho. Sobraram dois e dois não sustentam o valor que eu pago sobre isso tudo. Resolveu romper, esta é uma interpretação minha”, opinou Rubens Lopes, sem dizer abertamente qual considera o clube grande “fraquinho”.

GLOBO PODE VOLTAR AO CARIOCA?

Apesar das considerações contra a Globo, Rubens Lopes diz que não vê nenhum problema que a emissora volte a transmitir o Campeonato Carioca, a partir de 2023. O contrato com a Record terminou em 2022 e, na visão do dirigente qualquer emissora de TV pode fechar com o estadual do Rio: “Qualquer uma, ninguém faz malcriação para dinheiro”.

Sobre a Sportsview, Rubens Lopes informou que a FERJ encerrou contrato com a Sportsview. Durante as duas últimas temporadas, houve muitos problemas no sinal de transmissão recebido pelos assinantes, além da qualidade de imagens, gerando muitas reclamações nas redes sociais e uma reclamação pública da Record sobre o conteúdo recebido.

Vale lembrar que em 2020, a FERJ acionou a Globo na justiça e ganhou em primeira instância contra a emissora. A condenação, na ocasião, previa um pagamento de R$ 156 milhões pela rescisão unilateral do Carioca daquele ano.

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Imagem [capa]: Reprodução Internet / Youtube

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