Globo fecha semestre com prejuízo

Em meio a um turbilhão de mudanças internas e e em sua programação, a Globo fechou o seu primeiro semestre no prejuízo.

É o que conta o jornalista Guilherme Ravache, através do portal Splash UOL. Segundo reportagem, a emissora contabilizou uma perda de R$ 144 milhões, o que representa 122% em relação a 2020. Na ocasião, o prejuízo foi de R$ 51 milhões.

Nos últimos meses, a Globo tem ganhado as páginas do noticiário com informações sobre a perda de grandes nomes do entretenimento e da dramaturgia.

Só que há uma outra vertente sobre essas baixas. A perda de grandes comunicadores, caso de Faustão e Tiago Leifert, por exemplo, ainda não foram sentidas nos cofres da emissora.

Os dois apresentadores seguem recebendo, normalmente, seus vencimentos, já que os vínculos ainda não foram rompidos. No caso de Faustão, o acordo com vencimento no fim do ano foi um empecilho para que ele não estivesse no lançamento da programação da Band, na quinta-feira passada (30). Ele foi representado por seu diretor, Cris Gomes.

Sem contar que a saída do Faustão representa a perda de parte da fatia publicitária que o comunicador rendia até 13 de junho, data que foi ao ar seu último Domingão. Dinheiro que fará falta ao faturamento da emissora e que, por dois meses, fez com que a Globo “engolisse” o fato de Faustão ser anunciado pela Band com oito meses de antecedência da estreia.

BAIXAS TAMBÉM NA DRAMATURGIA

Na dramaturgia, a Globo encerrou contratos de exclusividade com grandes estrelas neste período: Tarcísio Meira (1935-2021), Glória Menezes, Antonio Fagundes, Lázaro Ramos, Vera Fischer, Reynaldo Gianecchini, Bruno Gagliasso e outros.

O setor de novelas também teve perdas no mercado publicitário já que, em dois anos, a emissora mostrou de forma inédita três produtos: as retas finais de Amor de Mãe e Salve-se Quem Puder, e a estreia de Nos Tempos do Imperador. O valor de tabela para anúncios em novelas reprisadas é inferior a novas tramas.

A reportagem do UOL também teve acesso a relatório divulgado no mercado onde a Globo informou que registou uma diminuição de R$ 281 milhões em custo de pessoal. Rescisões e dissídios fizeram com que a emissora tivesse um gasto extra de R$ 48 milhões em despesa de pessoal, incluindo valores de indenizações e acordos coletivos.

Em um ano, a emissora conseguiu diminuir gastos com salários e encargos sociais: de R$ 1,18 bilhão, em dezembro de 2020, o valor caiu para R$ 853,45 milhões, no fim de junho.

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Imagem: Reprodução TV

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