Cantores terão que explicar à justiça shows para bicheiro no Copacabana Palace

Quarenta dias após a festança no Copacabana Pallace em plena pandemia, os cantores que se apresentaram no aniversário de Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, terão que se explicar à justiça como aconteceram as negociações dos shows.

O bicheiro é um dos alvos da operação Fumus, desenrolada nesta quinta-feira (24) em diversos endereços do Rio de Janeiro. Adilsinho e seu irmão, Cláudio Coutinho, são considerados foragidos da justiça.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirma que os dois chefiam uma quadrilha que impõe, com truculência, um monopólio na comercialização de cigarros no Rio de Janeiro.

Adilsinho comemorou o seu aniversário em 14 de maio, no Copacabana Pallace, com festa para 500 convidados. Na ocasião, as festas particulares estavam liberadas na cidade desde que houvesse o cumprimento de distanciamento social e uso de máscara.

Diversos registros nas redes sociais mostravam aglomeração e a ausência da máscara entre os presentes. Fotos e vídeos mostraram que grandes cantores se apresentaram na festa, casos de Gusttavo Lima, Ludmilla, Alexandre Pires e Dudu Nobre. Mumuzinho também esteve no hotel na condição de convidado.

JUSTIÇA QUER EXPLICAÇÃO DOS CANTORES

A 1ª Vara Especializada de Crime Organizado (TJ-RJ) determinou que os cantores têm vinte dias para justificar a participação na festa. Eles devem detalhar os valores pagos pelas apresentações e quais foram as pessoas responsáveis pela negociação contratual.

Fiscais da vigilância sanitária, sob o comando da Prefeitura do Rio, foram até o local do evento e disseram não ter encontrado irregularidades no evento. Entretanto, horas depois da festa viralizar nas redes sociais, o Copacabana Palace foi multado em R$ 15.466,81.

Na ocasião, o Copacabana Palace tentou se defender: “O hotel reforça para seus contratantes externos que o comprometimento com as recomendações das autoridades é um pré-requisito para que os eventos aconteçam. Adotamos um protocolo de prevenção e combate à Covid-19 de acordo com as regras vigentes, de modo que a saúde e segurança de hóspedes, funcionários e clientes são nossa maior prioridade”.

Em maio, as festas consideradas não comerciais, onde não são vendidas entradas, estavam permitidas no Rio desde que fossem cumpridas as seguintes medidas: uso de máscara, adequada higienização, vedação de filas e aglomerações na entrada e na saída, distanciamento social mínimo de 1,5m e lotação máxima de 40% locais fechados ou 60% para locais abertos.

Em um vídeo obtido com exclusividade pela jornalista Fábia Oliveira, de O Dia, é possível ver que parte destas condições não foram obedecidas.

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Imagem: Reprodução Internet

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