Família de Agnaldo Timóteo briga por herança avaliada em R$ 16 milhões

Passado um pouco mais de um mês da morte de Agnaldo Timóteo, a família do cantor está travando uma disputa pela herança do cantor.

O espólio é avaliado em R$ 16 milhões e foi deixado em favor de Keyty Evelyn, sua filha adotiva. A menor tem 14 anos e estava desde os 2 anos sob os cuidados de Agnaldo.

Um mês antes de falecer, o veterano fez um testamento onde deixou registrado que 50% de seus bens deveriam ser passados para o nome de Keyty.

A segunda parte do espólio, segundo registrado por Agnaldo, deve ser dividido entre dois afilhados, que ficariam com 10% cada, e por dois de seus irmãos, que dividiriam o restante.

Agnaldo Timóteo nomeou como inventariante e tutor da menor o seu advogado, Sidney Lobo Pedroso, amigo pessoal há 45 anos.

A adoção de Keyty não chegou a ser registrada e concluída em vida. Entretanto, desde que se recuperou de um AVC, em 2019, Agnaldo havia pedido a seu advogado que desse entrada no processo de adoção.

“Dr. Sidney, essas fotos que eu mandei para você, são da minha filha, que eu adoro desde março de 2008, quando a conheci, na porta do meu gabinete, ao lado da mãe, quando eu era vereador em São Paulo. Preciso legalizá-la para que ela seja Keyty Evelyn Timóteo. Ela já tem um documento como minha herdeira, mas quero que ela seja minha filha oficial. Gostaria que você providenciasse tudo. Ela é a razão da minha vida”, disse Agnaldo em um vídeo.

Apesar de Agnaldo Timóteo manifestar essa vontade, irmãos do cantor estão buscando anular o testamento, alegando que o cantor estava confuso na ocasião que decidiu fazer o documento. Um atestado médico foi apresentado, mas a justiça negou o pedido.

ADVOGADO LUTA POR KEYTY

Em entrevista ao portal Notícias da TV, o advogado Sidnei Lobo Pedroso disse que os irmãos Cícero Timotheo Pereira e Ruthinete Timotheo Pereira estão à frente da contestação.

“É uma tentativa dos próprios irmãos biológicos de não respeitarem a vontade do Agnaldo. Inclusive, juntaram um documento que não tem validade jurídica nenhuma, que foi uma declaração de um médico que sequer tem data de emissão. Ela, Ruthinete, pediu, através de um advogado, para ser inventariante. O Tribunal de Justiça [do RJ] já negou a liminar”, disse a defesa ao NTV.

O advogado ainda informou que desde a morte de Agnaldo Timóteo, Keyty e Maria do Rosário, funcionária do cantor e vista pela menor como sua mãe, foram tratadas com hostilidade por parentes de Agnaldo. Segundo o advogado, Ruthinete teria entrado no imóvel para trancar os quartos com cadeados e recolhido documentos e objetos de valor.

“Para você ter uma ideia, quando o Agnaldo morreu, ela [Keyty] foi proibida de ir para o funeral do pai pela Ruthinete. Ela não deixou a menina ir no enterro do pai”, contou.

Agnaldo Timóteo morreu aos 84 anos vítima da covid-19.

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Imagem: Divulgação

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