Mauro Betting e Jorge Iggor desabafam após ato racista em jogo da Champions

A partida entre PSG x Istanbul Basaksehir precisou ser interrompida por volta dos 14 minutos do primeiro tempo, após um ato de racismo partido pelo quarto árbitro do jogo.

Os jogadores dos dois clubes deixaram o gramado do estádio Parc des Princes após Sebastian Colţescu, que integrava o corpo de arbitragem, chamar de “preto” o ex-jogador Pierre Webó, integrante técnico do time turco.

JORNALISTAS INDIGNADOS

O ato racista deixou indignado Mauro Beting, que comentava o jogo pelo Facebool Watch, no Esporte Interativo. O jornalista ressaltou a importância de que o jogo não fosse retomado em protesto ao ato racista e disse que, caso a bola voltasse a rolar, ele deixaria a transmissão.

“Se tiver jogo, não vai ter mais comentarista”, disse o comentarista ciente de que poderia ser punido pela emissora.

A UEFA cogitou retornar com o jogo minutos depois, mas os jogadores dos clubes se negaram a voltar a campo. Mauro apoiou a atitude.

O narrador Jorge Iggor, que trabalhava ao lado de Mauro, também ficou irado com a possibilidade da bola voltar a rolar, após um árbitro cometer um ato racista.

“Olha o nível, cara, que nós estamos! E ainda vai ter gente dizendo que não existe racismo no mundo, que não existe intolerância no mundo. Tem gente que tem a capacidade, o cinismo, a petulância de negar o óbvio, de negar a realidade que tá diante nos nossos olhos. Que a gente vê todos os dias! Que a gente vê nos estádios, que a gente vê no shopping center, que a gente vê no farol, que a gente vê em qualquer lugar… É pra esfregar na cara de quem acha que isso é discurso político”, desabafou Iggor.

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Imagem: Reprodução TV

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