TV 70 anos: Cidinha Campos relembra passagens na televisão: “A TV faz parte de mim”

Figura atuante do rádio e da TV, Cidinha Campos usou seu programa na Rádio Tupi para recordar suas passagens pela televisão. A retrospectiva aconteceu em homenagem aos 70 anos da TV, comemorados neste 18 de setembro.

“Fiz o ‘Clube Papai Noel’, era assim, porque era um programa de crianças. E eu cantava vestida de portuguesa. Depois eu fui fazer, ainda na TV Tupi, o Olindo Topa Tudo…”, disse Cidinha contando sobre sua passagem na primeira emissora de TV.

“O Olindo Topa Tudo era com o Walter Stuart. Ele era muito engraçado e muito louco. Ele fazia coisas muitos perigosas… eu topava qualquer parada… Eu me apaixonei pelo filho dele, pelo Adriano Stuart. Ele não me deu bola. Naquela época, ninguém me dava bola… Ele me convidou para fazer um programa e me jogou dentro da piscina. Tinha um aquário, um tanque, na TV Tupi, de São Paulo. Naquela coisa, joga ela na água. Só que eu não sei nadar. Aí eles me recolheram, o que sobrou de mim”, contou Cidinha, bem humorada.

Cidinha também conta que atuou em novelas, ao lado de grandes nomes da dramaturgia brasileira: “Eu fiz novela com Laura Cardoso, que está aí. Uma novela, que eu não lembro o nome, que ela era importantíssima. Eu só batia na porta. E eu esqueci de dizer ‘posso entrar?’… Não saiu o posso entrar… Ao vivo também”, recordou.

CENSURA

Ainda na TV, Cidinha recorda ter sido vítima da censura durante a produção de apresentações teatrais ao vivo: “Era uma peça por semana. A gente decorava tudo. Teve um dia que a censura, a censura de olho na gente, proibiu uma peça… Já era tarde, a gente já estava lá para ensaiar para fazer à noite. O Maneco (Manoel Carlos, ex-marido de Cidinha) escreveu ‘A Morte Ronda o Alfabeto’. Assim: matava com a letra A, depois com a letra B, com a letra C, com a letra D e as pessoas tinham medo de ser a próxima vítima”, revelou.

Cidinha ainda recordou as participações nos programas de Hebe, Família Trapo, Golias, Jô Soares, Carlos Alberto de Nóbrega e o Dia D (o início do Fantástico) e lembrou quando atuou como enviada internacional para reportagens no exterior pela Record e pela Globo. A produção do Cidinha Livre ainda separou dois momentos da comunicadora na TV, em reportagens no Maracanã e com o Rei Roberto Carlos.

Ainda na TV, Cidinha também passou pela Band, onde apresentou um programa de entrevistas nos anos 80. Sua última passagem pelo veículo foi na emissora, quando atuou no Cidinha Livre, até 2010, apenas para o Rio. “Não sou eu quem faz parte da TV. É a TV que faz parte de mim”, disse a comunicadora.

Imagens: Reprodução / Youtube