Com a crise do Coronavírus, rádios tentam descontos em cima de dials arrendados

A pandemia do novo Coronavírus deixará rastros não só na saúde do nosso país como também em cima da vida das pessoas e das empresas. Muitas rádios estão seriamente preocupadas quanto ao futuro, especialmente como seus anunciantes vão reagir ao impacto mundial.

Além do mercado publicitário, outro fator assusta bastante: algumas emissoras não possuem as concessões de seus dials e alugam as frequências onde hospedam suas programações.

Sim, caro leitor. Há famílias poderosas nesse país que ainda se valem de uma concessão eterna e faturam em cima disso. Uma rendinha extra sem fazer muitos esforços e sem produzir nenhum conteúdo à sociedade. Tudo dentro da lei, por mais esquisito que se pareça.

Reféns dessa situação, as emissoras de rádio que não possuem concessão de seus dials estão tentando negociar um desconto dentro deste cenário econômico, nunca antes visto no mundo.

Atentas ao problemático momento vivido no Brasil e no mundo, os donos das concessões sabem que não têm saída: ou aceitam um desconto ou vão perder o dinheiro mensal garantido.

Algumas rádios já conseguiram descontos consideráveis, chegando a pagar metade do valor previsto em sigilosos contratos.

Certamente este será o cenário até que a economia volte a se restabelecer.

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Voltando a questão publicitária, algumas emissoras de rádio têm visto os anúncios caírem consideravelmente. As agências parceiras que simplesmente pararam e estão sem demanda com suas carteiras de clientes. Literalmente, todo mundo segurou o caixa.

Mesmo prevendo sérios problemas de caixa, as emissoras de rádio tidas como sérias seguem tentando costurar a manutenção de sua programação.

A maioria delas está resguardando o quadro de funcionários e manter o nível de qualidade a seus anunciantes.

Quem pode fica com o ‘tieline’, aparelho que garante o trabalho ‘homeoffice’, e continua tocando a vida profissional de casa.

Em tempos de Covid-19, a melhor coisa não arriscar. Afinal, adianta salvar a rádio se não tiver seus talentos saudáveis e, acima de tudo, vivos?!

Pagar para ver, de fato, não é um bom negócio.

Imagem: Agência Brasil

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