Sem ajuda de Bolsonaro, Wilson Witzel diz que ficará difícil manter quarentena

Wilson Witzel ligou o alerta na manhã desta quinta-feira (26) sobre a situação econômica do estado do RJ. O Governador está ciente de que precisa manter a sociedade em casa, só que, com a falta de ajuda do Governo Federal ficará inviável garantir a estabilidade de empresas e, consecutivamente, das vagas de trabalho.

Até aqui, o presidente da República, Jair Bolsonaro não apresentou nenhuma ação econômica durante o período de quarentena. A ação de ficar em casa é uma orientação da Organização Mundial de Saúde para que, com menos gente nas ruas, o Covid-19 não se espalhe.

Em entrevista ao Bom Dia Rio nesta manhã (26), Witzel diz que aguarda que o ministro Paulo Guedes injete, ao menos, 500 bilhões na economia. Sem a ação, o governador diz que terá que repensar as normas de confinamento.

“O povo somente vai respeitar o confinamento se tiver condições de se alimentar. Os empresários somente ficarão parados se tiverem condições de financiamento… Não posso pedir para as pessoas passarem fome”, disse Witzel.

Caso o Governo Federal insista em não fazer os investimentos necessários, Witzel já pensa em mudar os critérios de isolamento na próxima segunda-feira (30).

Autoridades médicas reprovaram interromper a quarenta, especialmente por não estarmos no pico da doença. Diversos países do mundo estão injetando capital e medidas para manter empresas ativas e garantir empregos.

DISCURSO DE BOLSONARO NA TV É REPROVADO POR POLÍTICOS E ESPECIALISTAS NA ÁREA DE SAÚDE

Até aqui, a única atitude da presidência da República foi estimular que os poderes executivos locais terminem com a quarentena e que abram as escolas. A declaração de Jair Bolsonaro na última terça-feira (24) foi na contramão ao que sugere autoridades de saúde e em desacordo com decisões por todo o mundo.

A partir de hoje (26), bombeiros e policiais têm passe livre em transporte público em todo o estado durante o período de pandemia. O decreto foi assinado por Wilson Witzel.

A partir de amanhã, as lojas de conveniência e material de construção estão liberadas, desde que não haja aglomeração no local. A decisão é municipal, através de decreto do prefeito do Rio, Marcelo Crivella. Witzel também autorizou as lojas de conveniência de todo o estado.