Crítica: Amor de Mãe começa bem e promete um turbilhão de emoções ao público

A estreia de Amor de Mãe chegou com o pé na porta. Bem elaborada, com um texto de alto padrão, trouxe drama e emoção em seus dois primeiros capítulos. Um misto de série, filme e novela chamou a atenção de quem conferia as primeiras movimentações.

Os personagens centrais da trama de Manuela Dias começaram com enredos que se entrelaçam e histórias que mexem com o coração do público. Destaque para Regina Casé, afastada das novelas desde 2001, quando fez As Filhas da Mãe.

Muitos vão dizer que Regina está muito parecida com a doméstica Val, no filme ‘Que Horas Volta?’ (2015). Similar ou não, a atriz vestiu a carapuça de uma mulher nordestina que vem para a cidade grande atrás de um sonho.

Diferente da maioria, Lurdes não quer vencer na cidade grande e sim reencontrar o filho, vendido pelo pai há 20 anos. Entre o conflito familiar, trabalha duramente para cuidar de outros quatro filhos, já adultos.

Coube à Regina amenizar um pouco as histórias carregadas de Amor de Mãe. Ainda que sem querer, a matriarca tem um jeitão simples, humilde, sincero e despojado de falar. A inocência ao dizer que Thelma (Adriana Esteves) desmaiou e ao encontrar dois bolos de dinheiro no mar suavizaram a carga dramática.

Além disso, também não houve ponto sem nó nas apresentações conflituosas nos anseios apresentados ainda por Thelma e Vitória (Thaís Araújo). A dona do restaurante, poupando o filho de uma doença grave e fatal, merece longa vida dentro da novela. Quem sabe uma injeção de “Alberto”, paciente terminal sempre bem disposto e alegre de Bom Sucesso, não seja um caminho para que a protagonista siga em frente.

O mesmo vale para Vitória, advogada que luta em ter um filho e o conflito ético entre a profissão e o caráter. “Eu só me divorcio, grávida” é um dos diálogos que se destacaram.

Como tudo não é flores, o diálogo de Magno (Juliano Cazarré) com a mãe do rapaz que ele supostamente matou, durante uma briga. “Você devolve o celular do meu filho?”. “Sim, claro”, respondeu Magno.

Além de não fazer sentido nenhum atender o celular de alguém que pode incriminá-lo, não houve dia e hora marcada para devolver o aparelho. Coisas de novela.

Apesar de um pequeno deslize, preparem os lenços, galera!