Fernanda Gentil fala sobre momento do ‘Se Joga’ e polemiza sobre a causa gay

Apesar de ser líder de audiência absoluta no Rio de Janeiro, Fernanda Gentil tem cortado um dobrado para conquistar o público em São Paulo. O mercado é a principal praça do mercado publicitário e decisora do que fica e o que sai do ar.

Paralelo a esse cenário, não faltam críticas ao programa que também conta com Fabiana Karla e Érico Brás. O conteúdo e a falta de direcionamento são os principais motivos que fazem com que jornalistas especializados e o público torçam o nariz para a novidade global.

Em entrevista à coluna de Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, Fernanda falou sobre a repercussão do Se Joga: “Preciso me sentir animada e desafiada…”, respondeu.

Desde que deixou o esporte, em dezembro de 2018, não foram poucos os desafios da loira: “A partir dali, tudo o que eu fizer é uma tentativa de me sentir desafiada de novo. Com esse friozinho na barriga. E aí vem o filme ‘Ela Disse, Eu Disse’, a peça e o ‘Se joga’. Esses desafios entram nesse lugar de me preencher”. No teatro, Fernanda faz o stand up ‘Sem Cerimônia’.

Ainda na mesma entrevista, os internautas se dividiram por conta de uma afirmação da apresentadora. Fernanda vive uma relação homoafetiva com Priscila Montandon há quatro anos e fez um paralelo com a criação de seus dois filhos, Matheus (4) e Lucas (11, afilhado que cria desde a morte da comadre). Confira alguns desses trechos:

POLÊMICA COM A CAUSA GAY

Temos que ter a humildade de reconhecer que o novo sempre vem — e cada vez mais rápido. Eu escolho viver o mundo dos meus filhos, e não fazer com que eles entendam o meu para viverem nele… Não é uma cor de camisa, nem uma cena de um beijo de mulher com mulher ou homem com homem que induz alguém a alguma coisa. Não é ver algo ou vestir uma camisa rosa que faz de um filho gay

Fernanda Gentil

“Acho, de novo, que tem que ter a naturalidade das coisas. Eu também não vou botar meu filho de rosa só pra mostrar que eu sou ‘modernosa’ e que eu estou nessa bandeira. Não vou botar um filme gay pra ele ver e dizer: ‘Olha aqui, ó’. Ele vai vestir porque gosta. Vai amar alguém porque ama, porque tem uma essência parecida. Depois, por fora, ele vai ver qual é a dele, se é a mulher ou se é o homem”

Fernanda Gentil

“Eu torço para ter um filho gay? Não. Infelizmente não torço… Não torço porque o Brasil não é um ambiente 100% seguro [para assumir a homossexualidade].”

Fernanda Gentil

Vou amar [filhos] de qualquer jeito… Até se ele disser que gosta de cachorro. A minha luta é para que eu viva num país que me dê segurança de saber que eles estão seguros com qualquer escolha deles. Qualquer coisa, tá? Não só com gay.”

Fernanda Gentil

RACISMO E HOMOFOBIA

Fernanda também falou sobre preconceito e diz que consegue viver e respeitar com diferenças de opiniões, mas que não tolera certas atitudes, como o racismo e a homofobia.

“Acho uma perda de tempo você julgar alguém pela cor da pele. Isso te consome. Você poderia voltar esse ódio, essa energia, para uma coisa tão boa. Vai ajudar alguém. Vai criar uma criança, ensinar alguma coisa a alguém, sei lá”

Fernanda Gentil

Respeito quem acha um crime ter o beijo gay. Agora, não vai bater em quem beija, entendeu? Quem, infelizmente, é racista. Agora, vai discriminar, bater, matar porque é de outra cor? Aí não!

Fernanda Gentil