Emocionada, Isabele Benito fala sobre a perda de Aldenora Santos, a Pudica: “Uma mulher demais”

Coube a Isabele Benito dar a notícia nos microfones da Super Rádio Tupi sobre a partida da radialista Aldenora Santos, a Pudica, do Show do Antonio Carlos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (19), às 10h06 min, pela emissora onde Aldenora trabalhava.

Isabele estava visivelmente emocionada e recitou um texto exaltando as qualidades da amiga, onde trabalharam juntas por quase dois anos na redação da rádio de São Cristóvão.

O velório de Pudica acontece na Capela D do Cemitério do Caju, a partir das 9h, na zona portuária do Rio. O sepultamento será realizado às 16h.

“Está triste. Mas esse post, essa fala, todas as homenagens não são sobre tristeza. Ela nunca ia querer isso. É sobre viver. É sobre vida. É sobre ser plena. É sobre ser musa. É sobre ser a verdadeira diva. Aldenora Santos, a nossa Pudica, se foi. Poderia falar aqui muito sobre a radialista, sobre a comunicadora, sobre a atriz. Mas isso, a história já conta por si só.

Eu vou falar sobre a mulher. Sobre a mulher forte. Não é fácil nos dias de hoje ser uma mulher forte. Você imagina ser Aldenora Santos na década de 40. Tem que ser muito arretada. E Aldenora era. A mais emponderada das emponderadas que eu já conheci nessa minha vida, durante 39 anos entrando e saindo de redações. Conhecendo jornalistas, comunicadores e apresentadores. Eu falo bem alto: Aldenora Santos é a mais emponderada das emponderadas que eu já conheci. Setenta anos de rádio. Setenta anos falando. Ia completar 85 anos de vida no próximo domingo [20 de outubro]. Oito décadas sendo porreta. Sendo uma mulher demais. Não tinha medo. Não tinha medo! Falava forte no meio da redação o que ela pensava. Mas era doce que só. Era um abraço gostoso. De quem nunca foi mãe, mas sabia ser maternal, como poucas que eu vi na minha vida. Tinha posicionamento político e não mudava de jeito nenhum.

Não tinha medo de falar qual era o seu posicionamento político, seja que seu presidente estava ou não no poder. Até o último minuto de vida, viveu de forma corajosa. Até o último momento de vida, quis estar com você, ouvinte. Até o fim, ela quis que a voz dela ecoasse por todas as partes. Que estrela, senhores! Que estrela! Estrela não morre não. Estrela, lembre, brilha ainda mais no céu. Tchau, Florzinha! Se você me perguntou se tá feio ou tá bonito, viva Aldenora Santos! E tenho dito!

Isabele Benito