Antes de matar funcionário da Globo, morador em situação de rua já havia feito ameaças na portaria da emissora

João Napoli, de 35 anos, uma das vítimas fatais do Crime na Lagoa, cometido por um morador de situação de rua, era funcionário da TV Globo no Rio de Janeiro. O profissional estava na emissora desde 2012, quando entrou na condição de estagiário na área de engenharia de produção. Efetivado, João atuava, no momento, como supervisor de projetos na empresa.

O engenheiro foi vítima de Plácido Correa de Moura, 44 anos, que atacou João a facadas em um sinal de trânsito na rua Professor Abelardo Lobo, embaixo do Túnel Rebouças. O homem falava coisas sem sentido e atacou o funcionário da Globo e sua namorada, Caroline.

A moça sobreviveu ao ataque e foi atendida no Hospital Municipal Miguel Couto. Transferida para o Copa D’or, ela passa bem. O casal estava de casamento marcado para daqui a três semanas.

PRESENÇA DA POLÍCIA NÃO EVITA NOVOS ATAQUES

Apesar da polícia ter chegado ao local rapidamente, Plácido ainda conseguiu fazer outra vítima fatal. Marcelo Reis, de 39 anos, prestava assistência a João, que aguardava socorro. O personal trainer tentou evitar que o morador em situação de rua fizesse novas agressões ao engenheiro e também foi atingido.

Marcelo morava na Penha e morreu no local, ao lado de João. O rosto dele não será revelado, atendendo a um pedido de familiares à imprensa.

Além de João e Marcelo, outros dois profissionais dos bombeiros e um PM foram atingidos por tiros. Todos passam bem.

A polícia tentou parar Plácido com armas de choque elétrico, porém a tentativa foi em vão. Um dos agentes atingiu o pé do morador em situação de rua e só assim ele parou com os ataques. Plácido está internado no Hospital Municipal Miguel Couto e ainda não há previsão de alta.

Essa não foi a primeira vez que Plácio fez abordagens na região. Em 2016, ele foi à porta da TV Globo no Jardim Botânico e também ameaçou funcionários da emissora com uma faca. Na ocasião, ele pedia uma chave de um carro e dinheiro. Ele dizia ser dono da emissora.

Um dos porteiros tentou persuadi-lo para que deixasse o local. A PM foi acionada e só assim o morador em situação de rua deixou o local.

Plácido era conhecido na região e, segundo testemunhas, sofre de transtornos psicológicos.

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