Mesmo com contrato assinado, Uber desiste de patrocinar o Carnaval do Rio

Nunca o Carnaval do Rio viveu um momento financeiro tão tenso em sua história. Após diversas especulações a respeito de possíveis patrocinadores, a Uber, que já estava fechada com o evento, desistiu de dar continuidade ao investimento.

Este seria o segundo ano cuja  empresa de aplicativos de caronas atuaria como parceira do Carnaval. O comunicado da desistência já foi feito de forma oficial à Riotur. Cada escola de samba do grupo especial deixará de receber R$ 500 mil em investimentos. A estrutura montada na Intendente Magalhães também será afetada, já que R$ 2,5 milhões não serão mais repassados.

A informação na Riotur é que a Uber, com sede nos EUA, não gostou em nada ao saber que o presidente da Mangueira, Francisco de Carvalho, foi preso na operação Lava Jato. Ele está sendo acusado de ter recebido propina, inclusive para desfiles da Verde e Rosa.

Durante o andamento das negociações com a Riotur, representantes da empresa reuniram o material veiculado na imprensa para justificar a retirada.

“Eles estão tomando uma atitude por um ato de uma pessoa, que nem foi julgado. Não podem ter uma atitude radical prejudicando todas as escolas de samba, prejudicando a cidade do Rio. Isso é uma forma equivocada. Se há uma regra interna empresarial, essa regra sempre existiu. O contrato está assinado. Uma atitude fria contra o Rio, contra o maior espetáculo da terra. Prejudicando milhares de profissionais que trabalham no desfile das escolas de samba”

Marcelo Alves, presidente da Riotur

Alves espera que a Riotur repense a medida e volte atrás na decisão:

“Espero que eles revejam. Estou tomando as providências jurídicas para que isso não fique assim. Entendemos as regras internas, mas não é assim. Foi o fato de uma pessoa. Preciso que eles reflitam sobre algo que vai causar um dano gigantesco à cidade do Rio…”

Marcelo Alves, presidente da Riotur