Lava Jato: Presidente da Mangueira é preso no Rio. Desfiles teriam recebido propina, diz MPF

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira, 8, o presidente da Estação Primeira de Mangueira, Chiquinho de Carvalho.

Francisco Manoel de Carvalho, que é deputado estadual no RJ, teve mandado de prisão expedido pelo Tribunal Federal da 2ª Região (TRF2). Além dele, outros nove deputados também tiveram a prisão decretada.

A operação pertence a uma nova fase da Lava Jato e conta com o apoio do Ministério Público Federal. A ação desta manhã foi batizada de ‘Furna de Onça’, expondo um esquema de compra de votos e distribuição de cargos através de propina iniciado no primeiro governo de Sérgio Cabral (2007-2010).

O nome ‘Furna de Onça’ se refere a uma pequena sala situada nos fundos da Assembleia Legislativa, onde os deputados se reuniram para conversas antes das votações.

Segundo o MPF, Chiquinho pediu R$ 1 milhão a Sérgio Cabral para viabilizar um desfile da Mangueira. Deste valor, segundo a denúncia, R$ 200 mil foram pagos por Sérgio Castro de Olivieira, o Serjão, assessor de Cabral na época. Na delação, Serjão disse que o dinheiro foi entregue na casa da mãe de Chiquinho, em Vila Isabel. 

A denúncia não esclarece em que ano a “colaboração” aconteceu. Chiquinho está à frente da escola desde 2013 e no seu comando a Mangueira conquistou o carnaval 2016.

Além da colaboração com o desfile, a delação de Serjão também acusa Chiquinho de receber uma mesada de R$ 20 mil mensais, financiadas também por Cabral. Os investigadores conseguiram captar ligações telefônicas entre Chiquinho e Serjão: nove em 2012 e onze em 2013.

Também tiveram mandatos de prisão expedidos os deputados André Corrêa (DEM), Coronel Jairo (Solidariedade), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcos Vinícius Vasconcelos Ferreira, o Neskau (PT).

Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, também estão envolvidos, mas já cumprem prisão pela operação ‘Cadeia Velha’.

Imagem: O Globo

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