Pela primeira vez, Paulinho Altunian fala sobre saída da ‘FM O Dia’ e seus novos projetos. Confira entrevista

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Em junho deste ano, os ouvintes da FM O Dia foram surpreendidos com a demissão repentina de Paulinho Altunian. Ao lado do companheiro Mauro Leão, a dupla comandava as manhãs da emissora e, juntos, faziam sucesso com o público.

Passados quase quatro meses do fim do ciclo com a rádio jovem mais ouvida no Rio, o blog procurou o radialista para conversar sobre a saída do dial e sobre novos projetos.

Durante o papo, Paulinho contou como encarou o ciclo com a FM O Dia. Aproveitou para esclarecer sobre uma matéria que acusa sua saída por uma suposta falta de interatividade nas redes sociais e se, em breve, retornará ao rádio carioca.

Audiência: Paulinho, em junho deste ano fomos surpreendidos com a notícia da sua saída da FM O Dia. O que você tem feito nesse período pós-rádio?

Paulinho Altunian: Olá queridos, obrigado pelo carinho e pela preocupação comigo. Eu tenho investido em projetos que já realizava, agora com mais tempo para cuidar de cada um. Minha firma de eventos, a Altunian Produções com os cerimoniais, as celebrações de casamentos, o meu workshop ‘A arte de Influenciar Pessoas’, meus cursos de oratória e agora o lançamento do meu livro ‘Sem Medo de Falar: Descobrindo-se Através da Oratória’.

Audiência: Como você encarou esse fim de ciclo? Foi com naturalidade ou ficou com algum ressentimento?

Paulinho Altunian: Encarei bem. Eu sou uma pessoa conectada com Deus. Eu acredito nele e acho que nada acontece por acaso. Nada acontece sem que haja a permissão dele. Então, não há motivo pra ficar chateado com ninguém. Não briguei com ninguém, saí de lá agradecendo. A dona da empresa [Gigi Carvalho] é uma pessoa excelente e me deu liberdade nestes quase vinte anos de rádio… A coisa mais importante da vida é a ética e isso eu sempre zelei.

Audiência: Pela internet e também ao vivo, dentro da programação da rádio, muita gente tem reclamado da sua saída. Não sabemos se você tem conhecimento, mas existe até um abaixo-assinado virtual com mais de 900 assinaturas pedindo a sua volta. Como você recebeu isso?

Paulinho Altunian: Eu soube através de mensagens nas redes, dos próprios ouvintes indignados com a minha saída. Talvez essa seja a parte mais triste da história. Eu sempre amei fazer o rádio diário porque achava que é obrigação do comunicador, incentivar, brincar e dar notícias, passar mensagens de incentivo, de ajuda e equilíbrio para quem te segue e ouve. Com isso, construímos uma grande amizade nesses quase 20 anos de FM O Dia, sem contar o total de 33 anos de rádio. O que sinto falta é esse convívio diário. Por isso, com a minha saída, criei o meu canal no Youtube para não perder o contato com essa galera fantástica e carinhosa comigo.

Audiência: Você passou por grandes rádios do Rio. Corrija-nos se estivermos errados: 98FM, Nova FM, MPB FM, Rádio Cidade e Transamérica. Você ainda tem vontade em voltar ao dial carioca?

Paulinho Altunian: Exatamente. Passei por essas e pela a ‘105FM De bem Com a Vida’ também, onde começou um dos quadros mais famosos que foi o ‘Acorda Zé’. Sobre voltar, o futuro a Deus pertence. Enquanto isso não acontece, vou por aqui continuando com meus projetos. Inclusive já estou escrevendo mais um livro.

Audiência: Ainda sobre o rádio: você e o Mauro Leão formavam uma das duplas mais consolidadas do rádio no Rio, talvez até nível Brasil, já que com a tecnologia o alcance é maior. Como foi especificamente esse período? Vocês são amigos e têm mantido contato?

Paulinho Altunian: É verdade. A sintonia dessa dupla sempre foi fantástica. Nós temos uma grande amizade. Nos falamos sempre. Saíamos da rádio e as pessoas iam no percurso, gritando o nosso nome, usando apelidos que inventávamos no rádio, tirando ‘selfies’… Isso sim, deixa muita saudade. Grande parceiro, jornalista esportivo de grande conhecimento. A coisa começou de forma simples há 19 anos, quando percebi que nossa parceria não poderia ficar apenas em duas edições do ‘Pá e Bola’, feitas por telefone. Daí, fomos crescendo em audiência e o carinho do nosso ouvinte só foi aumentando.

Audiência: Nas manhãs, além das tiradas e do jeito descontraído, foram quadros marcantes: como você já citou, teve o ‘Pá e Bola’, também fizeram o ‘Retrô e tinha um quadro de trotes ao vivo também… A gente recorda de um dia que uma senhorinha ficou muito nervosa no telefone… São muitas histórias, alguma te marcou especial?

Paulinho Altunian: Sim, o ‘Pá e Bola’ ganhou um conceito fantástico e virou referência. Como disse, o ‘Retrô’, o ‘Alegria FM O Dia’, a mensagem do mestre Vai lá e Mâma….[risos]…o Ah! ‘Sonhei com Você’ e o ‘Acorda Zé’ que como também disse, era ao vivo e ligávamos para a os telefones das pessoas para passarmos o famoso trote. Eu fazia meus personagens e com a parceria do Mauro, acrescentamos a irreverência dele nas ligações. Esse dia dessa senhorinha nós dois ficamos apavorados pensando que ela havia passado mal. Eu lembro que eu passei um sabão no garoto que se inscreveu pedindo o quadro pra pegar a avó. Tivemos vários engraçados, a da festa de casamento que ligamos para avisar que o salão estava em obras e que a festa seria transferida para um cafofo lá de Queimados [vídeo abaixo]. Eu fiquei com a mão doendo porque tive que inventar uma sonoplastia com a palma da mão batendo no console de madeira do estúdio para imitar o barulho de uma martelada…Foi muito engraçado para quem estava gravando na hora.

Audiência: Agora falando mais sério, sobre o atual momento do rádio. Como você vem acompanhando isso? Você se preocupa ou acha que o meio vai se adaptando a tecnologia e seus novos anunciantes?

Paulinho Altunian: Eu tenho visto que o rádio precisa urgentemente se adaptar as mídias sociais. Eu fui um que lutei para que isso fosse aceito, ainda na época da rádio na Rua Riachuelo.  Estranhei ver uma matéria e ouvintes me perguntando dizendo que saí da rádio por não ter interatividade com as redes. Isso foi um grande engano. Ao contrário. Precisamos tomar cuidado com pessoas porque muitas delas não têm responsabilidade com o que dizem. Voltando, eu acho que o rádio vem perdendo audiência para as mídias sociais e o Youtube. O mundo agora quer conteúdo e se você não mostrar conteúdo, vai continuar perdendo para as mídias.

Audiência: Sobre seu trabalho na atualidade. Existe um outro Paulinho Altunian fora do rádio que está metendo bronca em novos projetos. Dos que a gente apurou: cerimonialista, canal no Youtube e também cursos de comunicação… Fala um pouco desses seus novos caminhos e onde o seu público pode te achar.

Paulinho Altunian: É verdade. Existe e sempre existiu um outro Paulinho multifacetado: na firma de eventos, nas palestras motivacionais, nos cursos, treinamentos, nas celebrações de casamentos que gosto muito, é um momento fantástico e emocionante participar da história da vida de um casal que se ama. Agora estou com o meu canal no Youtube, meu workshop, os cursos individuais para pessoas com problema de timidez, locutores, professores, universitários e estou lançando o meu livro que está sendo vendido nas plataformas digitais e nas redes. Para me achar é fácil, é só digitar Paulo Altunian no busca de qualquer rede social (Facebook, Instagram e Twitter) ou enviar e-mail para [email protected]

Audiência: Há chance de, em breve, a gente voltar a te ouvir em uma nova rádio? Você recebeu alguma proposta?

Paulinho Altunian: Ainda não posso dizer. Estou aproveitando esse momento para me dedicar todos esses novos projetos. Eu quero seguir com isso. Espero que os ouvintes não fiquem chateados… Vou fortalecer meu canal no Youtube para que eles não sintam tanta saudade assim… Eu vi como as pessoas se manifestaram [com a saída da FM O Dia]… Não recebi propostas [de rádio] diretamente. O que está acontecendo no mercado nesse momento é que têm muitos profissionais do lado de fora… Para ser sincero eu nem quero que aconteça, nesse momento, uma proposta. Eu conheço todas esses profissionais e não me sentiria bem em tirar o lugar de um colega. Porque para que eu possa ser contratado, às vezes, tem que sair um que está no ar. Eu peço a Deus que se acontecer que seja ético e de um jeito que não prejudique ninguém.

Imagem: Arquivo Pessoal

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