Paulo Vieira fala sobre a estreia de seu ‘stand up’ no Rio e trabalho com Porchat

Sucesso nas redes sociais e na TV com o quadro ‘Emergente como a Gente’, o humorista Paulo Vieira traz pela primeira vez ao Rio o espetáculo ‘Juntei Tudo para te Contar’. A infância no interior do Tocantins, a vida de ator amador, a família, os amigos serão contados com a sinceridade e a sacada que Paulo mostra de segunda a quinta-feira, na Record TV, ao lado de Fábio Porchat.

O stand up comedy está em curta temporada no Teatro Net Rio, em duas apresentações: uma na sexta-feira (13) e outra no sábado (14), ambas às 21h. A classificação é de 12 anos e as entradas podem ser adquiridas previamente no site Ingresso.com. Os preços variam entre R$ 25 e R$ 60. Quem apresentar o “diploma” do “Emergente” (no fim da matéria) tem desconto de 50%.

No clima dos últimos ajustes, o Audiência Carioca conversou com Paulo Vieira. O titular do ‘Programa do Porchat’ contou detalhes de seus dez anos de carreira e também da estreia solo na Cidade Maravilhosa.

Audiência: Paulo, como estão os preparativos para essa curta temporada do “Juntei Tudo para te Contar”?

Paulo Vieira: Está tudo pronto. Estou animado! É uma temporada de teste para sentir o público no Rio. Nosso show ainda está em construção. Eu fiz uma temporada inicial aqui em São Paulo e, agora, vou fazer esses dois dias aí no Rio. Pela audiência que a gente tem aí no Rio, pela repercussão do “Emergente Como a Gente” no Porchat  e pelo que as pessoas comentam nas redes sociais, acho que vai ser muito legal. Mais que a quantidade público, acho que vai ser legal a recepção das pessoas. É isso que mais me interessa, que as pessoas que estejam no teatro gostem. Independente de quantas forem.

Audiência: Atualmente você tem sido muito elogiado por parte da crítica, especialmente pela participação na Record TV. O que representou na sua carreira essa oportunidade na televisão?

Paulo Vieira: Você acha que eu estou sendo elogiado pela crítica? Às vezes eu sinto que o ‘Emergente Como a Gente” tem muitos fãs, mas que a crítica ignora a gente. São poucos lugares, como o Audiência Carioca, que nos dão espaço para falarmos do quadro. Mas eu entendo. Estou muito feliz. Acho que a maior crítica é o prêmio que a gente pode receber de poder se comunicar com o público. Entender esse público e poder se comunicar com ele. Para minha carreira isto é incrível. Eu falo para o Fábio [Porchat]  que eu nunca vou poder pagar a ele com dinheiro ou com outra oportunidade… A única maneira que eu tenho como pagá-lo é como a minha amizade, que é verdadeira, e o meu amor eterno. Isso é muito legal: fazer algo que eu me preparei a vida toda e ver que isso dá efeito na televisão.

Audiência: Ah, Paulo! Não é bem assim… Já lemos críticas positivas em sites específicos com especialidade de TV. Você também é super elogiado pelo pessoal do ‘A Tarde É Sua’, da RedeTV…

Paulo Vieira: Ah, é verdade! O pessoal do ‘A Tarde É Sua’ gosta muito. Muita gente elogia, muita gente do jornalismo gosta sim. Eu sinto, na verdade, uma ignorada deste pessoal que comenta TV em jornais. Eu sinto que eles são ‘cult’ demais para falar do ‘Emergente’. Às vezes a gente vai bem de audiência e sai uma nota em colunas falando assim “Programa do Porchat bate recorde de audiência com fulano e ciclano”. E muitas vezes o ‘Emergente’ foi um dos picos de audiência, mas nem é mencionado. Eu sinto que estes colunistas dão uma esquecida, por ser um quadro muito popular. Não é de hoje que o humor popular é discriminado entre os intelectuais. E é bom também. Porque a gente não faz humor para eles. A gente faz humor para todas as pessoas em geral.

Audiência: Teatro ou TV? Qual é a maior identidade do profissional Paulo Vieira?

Paulo Vieira: Bom, é aquele clichê “Eu gosto dos dois” [risos]. Eu sou apaixonado por televisão. Na verdade, meu grande objetivo na vida é o cinema. Entenda isso também incluindo o ‘Netflix’. No meio disso, eu amo a televisão. Estudei a minha vida toda televisão. Fiz Comunicação Social, por esse motivo. Adoro essa coisa de se comunicar com tanta gente ao mesmo tempo. Independente de teatro ou TV, eu gosto de fazer aquilo que me representa. Aquilo que sou eu. Já fiz muita coisa no teatro e na TV que não curti. Eu amo fazer aquilo que tem a ver comigo, como o ‘Programa do Porchat’, onde faço minhas intervenções e o quadro do ‘Emergente Como a Gente’. É como se eu ganhasse para ser eu mesmo. Independente do canal, faço sempre aquilo que seja verdadeiro e fiel aos meus princípios, que seja engraçado e o que eu queira fazer naquele momento.

Audiência: É a sua primeira vez nos palcos do Rio? Sabe que nós cariocas somos os ‘reis das tiradas’ e do bom humor [risos] …

Paulo Vieira: Já estive no Rio outras vezes, fazendo participações em alguns shows e com o grupo ‘Comédia em Pé’. Em solo é a primeira vez, por isso estou um pouco nervoso. Porque é uma hora de apresentação e só eu no palco. Estou apresentado meu primeiro trabalho ‘stand up’ em uma carreira de dez anos. Estou feliz, ansioso e nervoso. 

Audiência: Muita gente aqui no Rio se identifica com o “Emergente como a Gente”, quadro que você comanda no Programa do Porchat. Como nasce a inspiração nos roteiros?

Paulo Vieira: O ‘Emergente Como a Gente’ é a minha vida. Basicamente sou eu. Em vez de fazer terapia, eu faço um quadro na televisão. É aquilo que eu vivo e vejo. E também é a vida das pessoas que fazem o quadro comigo. A gente é um time muito unido. Fazem comigo também a Ariana Nute e Ane Freitas, que além de tudo moram comigo e temos projeto juntos de ‘stand up’. Completam o time Paulo Manduca e o Rafael Guimarães. Todos vêm de uma realidade muito parecida com a minha. A gente troca muita figurinha. Tudo ali a gente viveu. Um quadro que não é na terceira pessoa. É a gente falando da gente mesmo. Parte da verdade do ‘Emergente’ vem disso. É um humor afetivo. Muita gente lembra: “Nossa, minha avó fazia isso” ou “Nossa, minha rua na infância”. Ele não é um quadro muito de agora. Ele é meio situado nos anos 80 e 90.

Audiência: Paulo, convida o público para te assistir aqui  no Rio.

Paulo Vieira:  “Emergentes” do Rio, vocês todos estão convidados a assistir minha peça “Juntei Tudo pra te Contar”. Ali, vocês vão ver o embrião do ‘Emergente Como a Gente’. Porque eu sou assim. Porque eu falo de tanta coisa. Vão entender que o emergente não é sobre a vida dos outros. É sobre a minha vida! Se você é emergente, você vai rir muito. Se você não é, você vai rir também. Porque a vida do rico é rir da cara do pobre [risos]. Mais uma vez, você está convidado a rir. Só que desta vez, pagar por isso. Lembrando que o pessoal que gosta do ‘Emergente’, que levando o diploma que está embaixo dessa matéria paga meia entrada!

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